Rafael Frota

  • Metamatéria: Fortuna I
  • Metamatéria: Fortuna II
  • Metamatéria: Fortuna III
  • Metamatéria: Fortuna IV
  • Metamatéria: Fortuna V
  • Metamatéria: Fortuna VI
  • Metamatéria: Fortuna VII
  • Metamatéria: Fortuna VIII

“A palavra grega para dizer corpo só aparece em Homero para designar cadáver. É o cadáver, portanto, o cadáver e o espelho que nos ensinam (enfim, que ensinaram aos gregos e agora ensinam às crianças) que temos um corpo, que este corpo tem uma forma, que esta forma tem um contorno, que no contorno há uma espessura, um peso; em suma, que o corpo ocupa um lugar. Espelho e cadáver é que asseguram um espaço para a experiência profundamente e originariamente utópica do corpo; espelho e cadáver é que silenciam e serenizam, encerrando em uma clausura — que, para nós, hoje, é selada — esta grande cólera utópica que corrói e volatiliza nosso corpo a todo instante. Graças a eles, graças ao espelho e ao cadáver, é que nosso corpo não é pura e simples utopia.”

— Michel Foucault, O corpo utópico, As heterotopias.

Estas imagens foram produzidas a partir de peças anatômicas e cadáveres reais, gentilmente cedidos pelo Laboratório Anatômico do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, coordenado pelo Dr. Fabio Mendes, e pelo Museu de Anatomia da UFRJ, coordenado pela Ma. Ludmila Carvalho.